O prefeito de São Vicente fez um apelo nas redes sociais pela conscientização das famílias contra o uso de cerol e linhas cortantes em pipas. Em vídeo publicado após um caso com morte envolvendo linha de pipa, ele afirmou que a fiscalização é necessária, mas não suficiente para impedir tragédias.
Na manifestação, o prefeito disse que a cidade tem realizado ações de prevenção, incluindo a entrega de mais de 300 antenas corta-pipa nos últimos meses e campanhas de orientação. Mesmo assim, ele reforçou que o poder público não consegue substituir o papel das famílias na educação de crianças e adolescentes.
Segundo o prefeito, a Prefeitura deve continuar fiscalizando e atuando contra estabelecimentos que comercializam materiais proibidos, como já ocorreu em forças-tarefas anteriores. No entanto, ele afirmou que o problema também exige responsabilidade dentro de casa, com pais, mães, avós, tios e responsáveis orientando os jovens sobre os riscos do uso de linhas cortantes.
No vídeo, o prefeito destacou que pipas deveriam ser uma brincadeira, mas têm causado acidentes graves e mortes. Ele lembrou que o problema não ocorre apenas em São Vicente e citou registros recentes em outras cidades da região, reforçando que o uso de cerol coloca em risco motociclistas, ciclistas, pedestres e outras pessoas que circulam pelas ruas.
A fala teve tom de cobrança direta às famílias. O prefeito afirmou que não adianta transferir toda a responsabilidade para a escola, a Guarda Civil Municipal, a Prefeitura ou o próprio prefeito se não houver orientação dentro dos lares. Para ele, o avanço da cidade depende de um pacto coletivo de responsabilidade.
A preocupação também envolve a facilidade de acesso a linhas cortantes. Mesmo com fiscalização local, o prefeito observou que a venda pode ocorrer em diferentes locais e pela internet, o que torna ainda mais importante o trabalho de conscientização.
A mensagem central do vídeo foi um pedido para que as famílias conversem com seus filhos e parentes sobre os riscos do cerol. Segundo o prefeito, brincar não pode significar colocar a vida de outras pessoas em perigo.


