A Capep-Saúde investiga uma transferência indevida de R$ 3,29 milhões retirada de uma conta bancária da autarquia fora do horário de expediente bancário. O caso foi confirmado pela Prefeitura de Santos e pela Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal, responsável pela assistência à saúde do funcionalismo.
Segundo a Prefeitura, R$ 2,2 milhões já foram recuperados após a Capep notificar a instituição financeira e registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil. O caso foi encaminhado à autoridade policial especializada em crimes cibernéticos, que conduz a investigação.
A administração municipal não informou a data exata da retirada indevida nem apontou suspeitos. Em nota, afirmou que a Capep acompanha a apuração, colabora com as autoridades e adota medidas administrativas e jurídicas para proteger o patrimônio da autarquia e o interesse público.
A presidente da Capep-Saúde, Gilvânia Karla Nunes Beltrão Alvares, afirmou haver indícios de atuação de uma quadrilha especializada. Segundo ela, não haveria possibilidade de envolvimento de servidor da autarquia nesse tipo de operação, já que a movimentação exigiria duas assinaturas autorizadas.
Gilvânia também afirmou que a transferência dependeria de acesso por computadores previamente cadastrados junto à instituição financeira. Além disso, antes de qualquer movimentação, seria necessária a baixa da aplicação financeira por meio de ofício formal, também com duas assinaturas.
O episódio ocorre cerca de um mês depois de a Capep-Saúde informar, em audiência pública na Câmara de Santos, superávit de R$ 18,3 milhões entre janeiro e abril, resultado de R$ 66,2 milhões em receita e R$ 47,9 milhões em despesas.
A investigação deve esclarecer como os mecanismos de segurança foram contornados, se houve invasão ao sistema bancário, quem ordenou ou executou a movimentação e se o valor restante será recuperado integralmente.


