PF prende dois em Santos em operação contra tráfico internacional e lavagem de dinheiro

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Duas pessoas foram presas em Santos durante a Operação Commodity, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro. A ação também resultou na apreensão de armas, munições, joias, dinheiro, documentos, computadores, celulares e veículos na Baixada Santista.

A operação foi realizada nesta quinta-feira (23) em quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. Ao todo, a PF buscava cumprir 13 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão. A investigação começou após a apreensão de 6,5 toneladas de cocaína escondidas em sacas de café no Porto do Rio de Janeiro, em setembro de 2025.

Em Santos, um dos presos é apontado como contador da organização criminosa. Ele foi localizado em um apartamento no bairro Boqueirão, durante cumprimento de mandados com apoio da Polícia Militar. No imóvel, os agentes apreenderam dinheiro, moeda estrangeira, joias e veículos.

Em Guarujá, outro endereço ligado ao grupo também foi alvo da operação. No local, os policiais encontraram armas, munições e um fuzil com luneta escondidos em um cofre. Todo o material apreendido na região foi levado para a sede da Polícia Federal em Santos antes de seguir para a unidade da corporação no Rio de Janeiro, responsável pela coordenação da ação.

Segundo a PF, os investigados poderão responder por organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, conforme a participação de cada um. A Justiça também determinou medidas cautelares, sequestro de ativos e bloqueio de bens até o limite de R$ 1 bilhão.

As investigações apontam que a organização tinha ramificações na América do Sul, Europa e Ásia e mantinha vínculos operacionais com facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho. Para tentar burlar a fiscalização, o grupo usava cargas como café, cimento e argamassa para esconder drogas, além de técnicas de adulteração química.

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha movimentava valores bilionários por meio de uma estrutura financeira criada para ocultar patrimônio e dar aparência legal aos recursos obtidos com o crime.

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