A trajetória da dívida pública deverá obrigar o governo eleito em outubro a discutir medidas de contenção de despesas já no início de 2027, segundo economistas consultados pela imprensa. O tema tende a ganhar espaço na campanha diante do aumento acelerado do endividamento.
A dívida bruta alcançou 81,9% do Produto Interno Bruto em junho. O indicador subiu 10,2 pontos percentuais durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ampliando a pressão sobre as contas públicas e o custo de financiamento do Estado.
Nas projeções mais preocupantes, a dívida pode superar 100% do PIB em 2032 se não houver mudança de trajetória. O crescimento decorre da combinação de déficits recorrentes, despesas obrigatórias e juros elevados pagos para financiar o endividamento.
Especialistas defendem que o próximo governo apresente uma sinalização clara de ajuste, com revisão do ritmo de crescimento das despesas e medidas capazes de produzir resultados fiscais duradouros. A simples elevação de receitas é considerada insuficiente por parte dos analistas.
O debate envolve escolhas politicamente difíceis e deverá passar pelo Congresso Nacional. Sem um plano confiável, o País pode enfrentar maior pressão sobre juros, inflação, câmbio e investimentos, com reflexos diretos sobre a atividade econômica.


