Quase 80% da população prisional brasileira não trabalha

Data:

Apenas 21,62% da população prisional brasileira exerce alguma atividade de trabalho, considerando também pessoas em prisão domiciliar. O dado mostra que quase oito em cada dez pessoas privadas de liberdade permanecem fora de ocupações profissionais.

Quando o recorte considera somente quem está dentro de unidades prisionais, a participação sobe para 26,43%. Apesar de ainda baixa, essa foi a maior proporção registrada na série histórica até dezembro de 2025.

O Maranhão apresenta uma das maiores taxas do país, próxima de 65%. Em outros Estados, menos de 10% dos presos têm acesso a oportunidades de trabalho.

O plano Pena Justa, elaborado pelo governo federal e pelo Conselho Nacional de Justiça, estabelece a meta de alcançar pelo menos 50% da população privada de liberdade trabalhando até 2027.

Entre os principais obstáculos estão o preconceito, a baixa qualificação, a resistência de empregadores e a falta de estrutura dentro das unidades. Programas de capacitação e intermediação de vagas, como o Emprega Lab, já funcionam em sete Estados e buscam ampliar as oportunidades de reinserção.

Imagem de capa gerada por inteligência artificial.

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