A área técnica do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve aprovar a reorganização societária apresentada por MSC e Maersk para que as duas armadoras possam participar do futuro leilão do Tecon Santos 10, no Porto de Santos.
Hoje, as empresas dividem em partes iguais o controle da Brasil Terminal Portuário (BTP). Pelo acordo, se a Maersk vencer a licitação do novo terminal, a MSC ficará com a participação da sócia na BTP. Caso a vencedora seja a MSC, ocorrerá o movimento inverso. A solução busca atender à possível exigência de que o vencedor se desfaça de ativos já operados no complexo portuário.
A operadora filipina ICTSI contestou a operação e pediu para participar dos processos como terceira interessada. A companhia argumenta que o arranjo pode preservar a concentração do mercado, já que MSC e Maersk responderam juntas por quase metade da demanda de movimentação de contêineres em Santos em 2025.
O Tecon Santos 10 está previsto para uma área de 622 mil metros quadrados no Saboó. O projeto terá quatro berços, capacidade para contêineres e carga geral e investimento inicial estimado em R$ 6,4 bilhões. Ao longo dos 25 anos de concessão, os aportes podem chegar a R$ 40 bilhões. O edital definitivo ainda não foi publicado.
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