A inflação oficial do Brasil desacelerou para 0,07% em julho, depois de avançar 0,16% em junho, informou o IBGE. Foi o menor resultado para o mês em quatro anos, embora tenha ficado acima da mediana das projeções do mercado, que indicava estabilidade.
No acumulado de 12 meses, o IPCA recuou de 4,64% para 4,44% e voltou a ficar abaixo do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central. A queda de alimentos consumidos em casa e dos combustíveis ajudou a conter o índice.
Tomate, batata-inglesa, cenoura e café moído tiveram reduções relevantes. Gasolina, etanol e diesel também ficaram mais baratos. Na direção contrária, a energia elétrica subiu 3,09% e as passagens aéreas avançaram 11,67%, limitando a desaceleração.
Economistas avaliam que o resultado abre espaço para novo corte na taxa Selic, mas alertam para a inflação de serviços, ainda pressionada. Riscos climáticos, câmbio e o cenário eleitoral também podem voltar a elevar os preços nos próximos meses.
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