As doenças cardíacas estão avançando entre mulheres jovens, impulsionadas pelo aumento da obesidade, da pressão alta e do diabetes em idades cada vez menores. Pesquisas indicam que quase uma em cada três mulheres de 20 a 64 anos poderá ter alguma doença cardiovascular até 2060, ante aproximadamente uma em cada quatro atualmente.
Mulheres com menos de 55 anos também apresentam maior probabilidade de morrer após um infarto do que homens da mesma faixa etária. Especialistas alertam que fatores de risco nem sempre são identificados ou tratados com a mesma rapidez nesse grupo.
O diabetes eleva proporcionalmente mais o risco cardiovascular das mulheres, enquanto o tabagismo também tende a causar impacto maior. A pressão alta em mulheres jovens é frequentemente subdiagnosticada e tratada de forma insuficiente.
Há ainda fatores específicos ligados ao sexo, como menopausa precoce, síndrome dos ovários policísticos e complicações durante a gravidez. Diabetes gestacional e pré-eclâmpsia podem indicar maior risco de problemas cardíacos ao longo da vida.
Doenças inflamatórias e autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, também aparecem com maior frequência entre mulheres e podem contribuir para o risco cardiovascular. Por isso, médicos defendem que o histórico reprodutivo e essas condições sejam considerados nas avaliações preventivas.
O acompanhamento regular de pressão, colesterol, glicose e peso continua sendo importante. Estudos também indicam que as mulheres podem obter reduções de risco cardiovascular semelhantes às dos homens com aproximadamente metade do tempo de exercício.
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