A Polícia Federal deflagrou a Operação Arena para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de recursos provenientes de jogos de azar e apostas esportivas. Entre os alvos estão a Pixbet e o advogado Nelson Wilians.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão na Paraíba, em São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também autorizou medidas de quebra de sigilo e o bloqueio de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Os investigadores apontam a existência de uma estrutura empresarial e financeira mantida no Brasil e no exterior. Embora parte das operações fosse registrada fora do País, a PF suspeita que a gestão e as decisões dos negócios ocorressem em território brasileiro.
A investigação cita 15 notas fiscais emitidas por uma empresa sediada em Curaçao e ligada ao grupo Pixbet para o escritório de Nelson Wilians, no total de R$ 37,8 milhões. A Polícia Federal considera que os documentos podem ter sido usados para justificar transferências sem atividade econômica compatível.
O Ministério da Fazenda proibiu a Pixbet de receber novas apostas por descumprimento de exigências regulatórias. A empresa poderá concluir apenas jogos contratados anteriormente. A Polícia Federal havia solicitado a suspensão da licença, mas o pedido foi negado pela Justiça.
A defesa de Nelson Wilians afirmou que a relação do escritório com a Pixbet é estritamente profissional e limitada à prestação regular de serviços jurídicos. A empresa não se manifestou sobre a operação.
Imagem gerada por IA.


