Ecobarreira criada no Paraná retira resíduos de rios e praias

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Uma solução criada de forma improvisada às margens do rio Atuba, na região metropolitana de Curitiba, transformou-se em um negócio ambiental replicado em diferentes cidades brasileiras. A ecobarreira desenvolvida por Diego Saldanha já retirou mais de 40 toneladas de resíduos do curso de água paranaense.

O sistema começou em 2016 com tambores de 20 litros presos por redes e atravessados de uma margem à outra. A estrutura evoluiu para uma balsa flutuante equipada com esteira transportadora e espaço para receber e separar o material recolhido. No Atuba, a retirada varia entre duas e três toneladas por ano.

O modelo também foi instalado no riacho Salgadinho, em Maceió, para reduzir a chegada de lixo ao mar, e levado a igarapés de Belém durante a COP30. Outra versão, chamada ecopeneira, percorre a areia das praias e recolhe resíduos pequenos, como bitucas, tampinhas, canudos e sachês.

Saldanha trabalhava como vendedor de frutas nos semáforos quando construiu o primeiro protótipo. Hoje comercializa modelos da ecopeneira por valores entre R$ 800 e R$ 1.200 e informa ter alcançado R$ 1,1 milhão em vendas. A iniciativa mostra como uma solução comunitária pode ganhar escala e reduzir o lixo transportado pelos rios até os oceanos.

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