Grandes bancos pediram ao Banco Central mudanças no novo modelo de crédito imobiliário que deve entrar plenamente em vigor em janeiro de 2027. Uma das propostas é retirar o teto de 12% ao ano para os juros dos financiamentos.
As instituições argumentam que a concorrência no setor seria suficiente para limitar as taxas. Outra sugestão é acelerar a liberação dos depósitos compulsórios da poupança, reduzindo de dez para cinco anos o período de transição.
O compulsório é a parcela dos depósitos que fica retida para garantir segurança e liquidez ao sistema. Antes das mudanças, 20% dos recursos da poupança permaneciam bloqueados. Em 2026, a proporção caiu para 15% e deverá ser reduzida gradualmente.
Os bancos também discutem adiar a implantação completa do modelo para 2028. O Banco Central teria demonstrado disposição para avaliar ajustes, mas não há decisão definitiva sobre as propostas.
Pelas regras anunciadas, o volume da poupança disponível para o crédito imobiliário deverá chegar a 80% ao longo de dez anos. A intenção do governo é ampliar o financiamento habitacional, especialmente para consumidores de classe média.


