Disputa atrasa reformas em cemitérios municipais de São Paulo

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Uma disputa entre a Prefeitura de São Paulo e as concessionárias responsáveis por 22 cemitérios municipais dificulta o avanço das reformas prometidas para abril de 2027. As empresas reclamam de demora na liberação de tarifas, enquanto o município aponta descumprimento de exigências contratuais.

Os cemitérios foram concedidos em 2023 aos grupos Cortel, Maya, Consolare e Velar SP. Os contratos têm duração de 25 anos e preveem R$ 7 bilhões em investimentos para obras, administração e exploração comercial dos espaços.

Cortel e Maya afirmam que a Prefeitura demora a aprovar cobranças por serviços acessórios e a realizar vistorias. Uma das tarifas em discussão é a manutenção anual de jazigos, estipulada em R$ 1.000 por sepultura.

A SP Regula diz que as taxas não foram liberadas porque as concessionárias ainda não cumpriram integralmente obrigações como reformas, digitalização do acervo e recadastramento dos concessionários. A Prefeitura afirma ter aplicado 840 autuações desde o início da concessão.

Vistorias encontraram problemas de limpeza, zeladoria e infraestrutura em diferentes unidades. No Vila Nova Cachoeirinha havia lixo próximo a jazigos, enquanto no Cemitério da Consolação foram observadas sepulturas interditadas por risco de ruína e um muro derrubado em 2024 ainda protegido por tapumes.

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