A Polícia Militar de São Paulo instaurou 928 procedimentos disciplinares entre janeiro e junho de 2026 para apurar possíveis irregularidades no uso de câmeras corporais. O total é mais de três vezes superior aos 301 registros contabilizados nos seis meses anteriores, uma alta de 208%.
As apurações envolvem situações como equipamento não acionado, obstrução da lente ou operação fora das orientações internas. A abertura do procedimento não significa punição automática. Cada caso deve ser analisado e pode resultar em arquivamento ou sanção disciplinar.
A gestão estadual atribui parte do aumento à intensificação do acompanhamento e à emissão de orientações periódicas sobre a utilização dos equipamentos. O novo modelo contratado permite acionamento manual e também por conexão com outros dispositivos.
As câmeras corporais são utilizadas para registrar abordagens, produzir evidências e ampliar a transparência das ações policiais. O crescimento das ocorrências internas reacende o debate sobre regras de acionamento, fiscalização e preservação das gravações.
Imagem gerada por IA.


