A Sociedade Brasileira de Diabetes atualizou as diretrizes para o tratamento do diabetes tipo 2. As novas recomendações orientam que o cuidado comece com três objetivos simultâneos: controlar a glicose, combater o excesso de peso e reduzir riscos cardiovasculares e renais.
O documento reforça que a avaliação inicial deve considerar não apenas a glicemia, mas também o peso e a possibilidade de o paciente desenvolver ou já apresentar problemas no coração e nos rins. O controle precoce da hemoglobina glicada continua sendo essencial para reduzir complicações no longo prazo.
Medicamentos que também promovem perda de peso, como semaglutida e tirzepatida, ganham espaço nas recomendações. A indicação é feita principalmente para adultos com diabetes tipo 2 e obesidade, com índice de massa corporal a partir de 30 kg/m². Pessoas com sobrepeso podem ser avaliadas conforme suas características e riscos.
As diretrizes também atualizam a orientação para mulheres que planejam engravidar. Pacientes com hemoglobina glicada acima de 9% devem receber aconselhamento para adiar a gestação até melhorar o controle da doença. Canetas agonistas de GLP-1 não são recomendadas durante a gravidez.
Dados do Vigitel mostram que 12,9% dos adultos das capitais e do Distrito Federal relataram diagnóstico de diabetes em 2024. Em 2006, eram 5,5%. O diabetes tipo 2 responde por cerca de 90% dos casos no país.
Imagem gerada por IA.


