Quatro roubos cometidos em menos de três semanas voltam a colocar a segurança do Guarujá no centro do debate. Os crimes ocorreram entre 3 e 21 de agosto contra estabelecimentos comerciais de diferentes bairros e tiveram um ponto em comum: os assaltantes agiram durante a madrugada e utilizaram arma de fogo para ameaçar as vítimas. A Polícia Civil esclareceu os casos e apreendeu um adolescente de 17 anos, mas a sequência de ocorrências levanta uma pergunta que não pode ser ignorada pelo poder público: até que ponto comerciantes e moradores podem se sentir protegidos durante a rotina?
O cenário fica ainda mais preocupante quando episódios recentes são colocados lado a lado. Em 14 de agosto, uma base da Polícia Militar Ambiental foi alvo de tiros de fuzil, poucas horas depois de uma viatura também ser atacada durante uma ocorrência relacionada a barricadas. Em 26 de agosto, um motorista de aplicativo foi preso em flagrante sob suspeita de estuprar uma passageira durante uma corrida na cidade. Também em agosto, uma operação do Gaeco e da PM mirou suspeitos ligados ao PCC em uma investigação sobre sequestro, tortura e extorsão, com diligências realizadas no Guarujá.
A Prefeitura, por outro lado, divulga números positivos: segundo dados da SSP-SP, os roubos caíram 44% em junho na comparação anual e 21% no primeiro semestre de 2026. Mas estatísticas de redução não eliminam a necessidade de discutir a segurança no Guarujá diante de crimes que continuam atingindo moradores, comerciantes e até forças policiais. A questão que permanece para a administração municipal é objetiva: quais medidas concretas estão sendo tomadas para que a sensação de insegurança deixe de fazer parte do cotidiano da cidade?


