O governo federal recebeu R$ 10,4 bilhões em dividendos de empresas estatais entre janeiro e junho, valor equivalente a apenas 18,7% dos R$ 55,5 bilhões previstos para todo o ano de 2026. O desempenho aumentou o risco de frustração de receitas utilizadas no cumprimento da meta fiscal.
No primeiro semestre de 2025, a arrecadação com essas empresas havia alcançado aproximadamente R$ 25 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. A comparação representa uma queda real de 58% neste ano. Dividendos são parcelas dos lucros distribuídas aos acionistas, incluindo a União.
A equipe econômica afirma que pagamentos mais expressivos poderão ocorrer nos próximos meses. Um deles deverá vir do BNDES, que aprovou repasse extraordinário de R$ 6,8 bilhões com base nos resultados de 2025. Com a atualização do valor, o depósito poderá chegar a R$ 7,25 bilhões até o fim de setembro.
O banco ainda possui R$ 9,5 bilhões em uma reserva de equalização de dividendos que pode ser utilizada para novos pagamentos. Outras estatais, porém, já indicaram que não pretendem fazer repasses extraordinários, o que mantém a atenção sobre a execução das contas públicas.
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