Uma avalanche de lama, pedras e detritos deixou mais de 160 mortos no Nepal e no Tibete, região autônoma da China. Cerca de 850 pessoas eram procuradas pelas equipes de resgate, incluindo centenas de turistas estrangeiros que faziam trilhas e peregrinações no Himalaia.
A enxurrada destruiu casas, pontes, escolas e usinas hidrelétricas ao percorrer vales dos rios Bhote Koshi e Trishuli. Autoridades nepalesas estimavam 579 desaparecidos, enquanto a China contabilizava 265. O Itamaraty informou não ter registro de brasileiros entre as vítimas.
A avaliação inicial de cientistas indica que um bloco de gelo com aproximadamente 600 metros de largura se desprendeu de uma geleira a 5.200 metros de altitude e caiu cerca de 1.200 metros. O impacto pulverizou o gelo e produziu uma onda de água e detritos que percorreu mais de 100 quilômetros. O movimento gerou um sinal sísmico equivalente a um tremor de magnitude 5,2.
Especialistas alertam que o aquecimento acelerado do Himalaia aumenta a instabilidade das geleiras e o risco de eventos extremos, embora as causas ainda estejam em investigação.
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