A regulamentação das apostas esportivas online entrou no centro das propostas apresentadas por campanhas presidenciais para a eleição de 2026. As ideias em discussão vão desde restrições mais duras à publicidade e ao funcionamento das plataformas até a defesa da proibição completa da atividade. O tema ganhou espaço diante do impacto das apostas sobre o orçamento das famílias e da preocupação com o endividamento e a dependência.
Pesquisa do instituto More in Common com o Ipsos-Ipec indica que 24% dos entrevistados afirmaram ter maior disposição para votar em um candidato que defenda limitações às bets. Sobre a expansão do setor, 33% atribuíram responsabilidade semelhante aos governos Lula e Bolsonaro, enquanto 18% apontaram maior responsabilidade do governo Lula e 4% do governo Bolsonaro.
Um comitê técnico ligado à Fundação Getulio Vargas estimou que R$ 62,5 bilhões deixaram de circular no orçamento das famílias brasileiras em 2025 por causa das apostas. O cálculo é citado no debate público e deve ser interpretado como estimativa, não como perda fiscal diretamente comprovada.
As propostas ainda dependem de detalhamento. Entre os pontos em debate estão fiscalização, limites de publicidade, proteção de menores e mecanismos para prevenir o jogo problemático.


