Acidente no Santos Dumont expõe demora na remoção de aeronaves

Data:

A saída de pista de um jato executivo no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, interrompeu as operações por quase sete horas e reacendeu o debate sobre a estrutura disponível para retirar aeronaves acidentadas. O episódio afetou voos comerciais e mostrou como um incidente com a aviação geral pode comprometer um aeroporto de alta demanda.

Especialistas ouvidos pelo Estadão avaliam que a solução não está em restringir a aviação executiva, mas em ampliar planos de contingência, equipamentos e equipes treinadas. Alguns afirmam que, com um conjunto adequado de remoção e resposta imediata, a pista poderia ter sido liberada em cerca de duas horas. A estimativa varia conforme o tipo de aeronave, os danos e as condições do local.

A Infraero informou que os protocolos previstos foram cumpridos e destacou que a posição do jato e o horário do acidente dificultaram o trabalho. A apuração das causas cabe às autoridades aeronáuticas e não estava concluída.

A frota brasileira de aviação geral supera 11,3 mil aeronaves e cresceu 9,1% em 12 meses, segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral. O Brasil tem a segunda maior frota do segmento no mundo, atrás dos Estados Unidos, o que aumenta a necessidade de infraestrutura compatível.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Newsletter

spot_imgspot_img

Mais Lidos

Leia Mais

McLaren renova contrato de Lando Norris até 2030

A McLaren anunciou a renovação do contrato de Lando...

Temporais deixam dois mortos e atingem ao menos 21 municípios no Rio Grande do Sul

Fortes chuvas deixaram duas pessoas mortas, duas feridas e...

Novo medicamento contra insônia deve chegar ao Brasil ainda em 2026

Um novo medicamento indicado para o tratamento da insônia...

Novo terminal de cruzeiros no Valongo pode ampliar competitividade do Porto de Santos

A transferência do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, o...