Redes de ensino do Brasil e de cidades dos Estados Unidos estão adotando novas regras para limitar e supervisionar o uso de inteligência artificial generativa por crianças e adolescentes. As medidas procuram avaliar os efeitos da tecnologia sobre a aprendizagem, a memória e a capacidade de resolver problemas.
No Brasil, diretrizes aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação vedam, até o 5º ano do ensino fundamental, o acesso direto, individual e sem supervisão a ferramentas de inteligência artificial, especialmente as generativas. A proposta não elimina a tecnologia das escolas, mas estabelece acompanhamento pedagógico.
Em Nova York, foi anunciada uma moratória de um ano para o uso de IA generativa por estudantes da pré-escola ao equivalente ao 8º ano. A medida alcança cerca de 600 mil alunos. No ensino médio, a rede pretende oferecer aulas de alfabetização em inteligência artificial. Los Angeles também bloqueou o acesso a ferramentas generativas nos equipamentos fornecidos aos estudantes.
Pesquisas recentes indicam que o uso sem orientação pode reduzir a aquisição de habilidades e a capacidade de lembrar conteúdos produzidos com auxílio da IA. A Unesco recomenda que governos adotem regras voltadas à proteção de estudantes, professores e dados pessoais.


