O Banco de Brasília afastou cautelarmente cinco funcionários por suspeitas de envolvimento em operações relacionadas às fraudes atribuídas ao Banco Master. A medida alcança dois ex-diretores e três superintendentes e permanecerá em vigor enquanto avança a investigação interna.
O afastamento foi solicitado pela Corregedoria do BRB e autorizado pelo Conselho de Administração. Os empregados não poderão trabalhar nas dependências do banco até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar.
Em nota, a instituição afirmou que a providência é preventiva e não representa antecipação de julgamento sobre a responsabilidade dos envolvidos. O banco disse ainda que a corregedoria continuará examinando possíveis falhas de governança nas operações realizadas com empresas do chamado ecossistema Master.
Entre os afastados estão o ex-diretor de Finanças e Controladoria Dario Oswaldo Garcia Júnior e a ex-diretora de Controles e Riscos Luana de Andrade Ribeiro. Ambos haviam deixado os cargos de direção após a mudança na presidência do BRB, mas continuavam atuando em agências por serem funcionários concursados.
Os outros três empregados ocupavam cargos de superintendência. O BRB não divulgou seus nomes. Não havia sido possível obter manifestação individual dos citados até a divulgação da medida.
Uma perícia da Polícia Federal concluída em agosto apontou fraudes financeiras nas transações entre o Master e o banco público. Segundo os investigadores, as irregularidades somariam aproximadamente R$ 17 bilhões e teriam envolvido a produção em larga escala de documentos falsos.
A PF também apura a aprovação, pela antiga diretoria do BRB, da compra de R$ 17,5 bilhões em carteiras consideradas fraudulentas entre 2024 e 2025. O laudo classificou os procedimentos como indícios de gestão fraudulenta, e não apenas como falhas administrativas isoladas.
A antiga gestão era comandada por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco que foi preso sob acusação de participação no esquema ao lado de Daniel Vorcaro. As responsabilidades individuais ainda dependem da conclusão dos procedimentos administrativos e judiciais.


