Uma lancha de transporte de passageiros colidiu com um navio e afundou parcialmente no Porto de Santos na manhã de segunda-feira (14). A embarcação seguia para um terminal no Guarujá e levava dois trabalhadores, além dos tripulantes. Todos foram retirados com segurança e não houve feridos.
O acidente ocorreu por volta das 7h30 e envolveu o graneleiro Hanze Gendt, de bandeira dos Países Baixos. Outras embarcações que estavam próximas ajudaram no atendimento inicial e no resgate dos ocupantes da lancha.
Informações preliminares apontam que a correnteza forte pode ter contribuído para a aproximação entre as embarcações. As condições do tempo também interferiam na rotina do complexo portuário, e o navio não realizava operação de descarga naquele momento.
A Marinha instaurou um inquérito administrativo para apurar as causas e as responsabilidades. O procedimento deverá reunir depoimentos, registros de navegação, condições meteorológicas, comunicação entre as equipes e dados sobre a manobra executada antes da colisão.
Também será necessário avaliar eventuais danos à lancha e ao casco do navio, além de verificar se houve vazamento de combustível ou risco à navegação. Até a conclusão da apuração, não é possível atribuir responsabilidade aos comandantes ou às empresas envolvidas.
O episódio reforça a necessidade de coordenação entre embarcações de apoio e navios de grande porte em um canal de navegação movimentado. O Porto de Santos recebe tráfego comercial intenso e, ao mesmo tempo, mantém deslocamentos diários de trabalhadores entre terminais e áreas operacionais.
A navegação no estuário segue regras de prioridade, velocidade e comunicação definidas pelas autoridades marítimas e pela administração portuária. Pequenas embarcações enfrentam diferenças significativas de manobra e visibilidade em relação aos cargueiros, o que torna indispensáveis o planejamento da travessia e o cumprimento das instruções de tráfego.


