A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. É o menor índice para o período desde 2012, quando começou a série histórica do IBGE.
O número de pessoas ocupadas chegou ao recorde de 103,5 milhões. Em comparação com o trimestre anterior, 774 mil pessoas passaram a trabalhar. Já o contingente de desempregados recuou de 6,1 milhões para 5,8 milhões.
Segundo o IBGE, o avanço das contratações e a entrada de pessoas no mercado como empregadores ou trabalhadores por conta própria foram os principais fatores para a redução da taxa.
A maior parte do crescimento, contudo, ocorreu na informalidade. Dos 774 mil novos ocupados, 528 mil não possuíam carteira assinada nem CNPJ. Entre eles, 224 mil passaram a trabalhar no setor privado sem registro e outros 117 mil atuavam por conta própria sem formalização.
O emprego formal também atingiu recorde. O setor privado chegou a 39,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada, excluídos os empregados domésticos, com aumento de 244 mil pessoas no trimestre.
Indústria e construção lideraram a expansão. A indústria adicionou 256 mil trabalhadores, enquanto a construção incorporou 306 mil pessoas. O rendimento médio ficou em R$ 3.777, estável no trimestre e 3,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Dados do Novo Caged mostram ainda a criação de 165.827 postos formais em agosto. O setor de serviços liderou, com 110.346 vagas, seguido por construção, indústria, comércio e agropecuária.


