O mercado financeiro brasileiro teve uma sessão histórica nesta segunda-feira (5), um dia depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa avançou 7,7%, fechou aos 206.911 pontos e renovou o maior nível de sua história. O dólar recuou 4,11% e terminou cotado próximo de R$ 5.
Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença, maior do que a indicada pelas pesquisas na reta final da campanha, levou investidores a revisar as expectativas para o segundo turno e aumentou a procura por ativos brasileiros.
A reação também atingiu o mercado de juros. Os contratos futuros recuaram diante da avaliação de que uma eventual troca de governo poderia resultar em maior controle das despesas públicas e em uma agenda econômica mais favorável ao ajuste fiscal.
Entre as ações, bancos, varejistas e empresas estatais estiveram entre os principais destaques. Os papéis do Banco do Brasil chegaram a disparar mais de 20% durante o pregão. Petrobras, Vale e companhias ligadas ao consumo também registraram forte valorização.
Analistas ressaltam, porém, que a resposta do mercado reflete expectativas e não representa uma previsão definitiva sobre a economia ou sobre o resultado das urnas. O comportamento dos ativos até o segundo turno dependerá das propostas apresentadas pelos candidatos, da composição de suas equipes econômicas e dos compromissos assumidos para as contas públicas.
A valorização dos ativos brasileiros também foi favorecida pelo cenário internacional. Dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos reduziram a expectativa de juros elevados por um período mais longo e aumentaram o interesse por investimentos em países emergentes.
O segundo turno será disputado por Flávio e Lula. Até lá, o mercado deve acompanhar com atenção as sinalizações sobre política fiscal, reformas, empresas estatais e a formação de um eventual governo.
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