A equipe econômica de Flávio Bolsonaro estuda um pacote de ajuste fiscal que pode chegar a R$ 250 bilhões, aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto. Para a população, a economia planejada pode significar reajustes menores para aposentadorias e benefícios, além da redução do crescimento dos recursos destinados à saúde e à educação.
As medidas em discussão incluem limitar despesas federais ao crescimento do PIB ou à inflação, rever o ganho real do salário mínimo e reduzir a vinculação obrigatória das receitas públicas. Também são avaliados cortes de ministérios, subsídios e benefícios tributários.
O impacto mais direto pode recair sobre quem depende do Estado. Mais de 41 milhões de benefícios são pagos pelo INSS e cerca de 70% acompanham o salário mínimo. Se o piso continuar subindo acima da inflação, aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada poderiam receber apenas o INPC, perdendo ganho real e poder de compra em relação aos trabalhadores da ativa.
Na saúde e na educação, a proposta em estudo substituiria os percentuais mínimos vinculados à arrecadação por correção inflacionária. Em períodos de crescimento econômico, isso impediria que parte da expansão das receitas chegasse automaticamente a hospitais, escolas e universidades.
A campanha afirma que conversas informais e estudos preliminares não representam uma posição oficial. Mesmo assim, as propostas foram apresentadas a empresários e ao mercado financeiro e colocam no centro da eleição quem suportará o custo do ajuste das contas públicas.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


