Uma das propostas em estudo pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro pode reduzir o reajuste de aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais, além de limitar o avanço das verbas federais de saúde e educação. O objetivo seria ajudar a financiar um ajuste fiscal estimado em até R$ 250 bilhões.
Pelo modelo discutido, se o salário mínimo tiver ganho acima da inflação, esse aumento real poderia não ser repassado integralmente aos benefícios do INSS e ao BPC. A correção ficaria restrita à inflação medida pelo INPC, criando uma diferença entre o piso dos trabalhadores da ativa e a renda de aposentados e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A mudança afetaria especialmente famílias que dependem de um único benefício para comprar alimentos, medicamentos e pagar despesas domésticas. Embora o valor nominal continuasse sendo reajustado, a perda do ganho real reduziria a capacidade dessas famílias de acompanhar o crescimento da renda do país.
Outra frente prevê acabar com a vinculação de 15% da Receita Corrente Líquida para a saúde e de 18% da Receita Líquida de Impostos para a educação. Os dois setores passariam a receber correção apenas pela inflação. Na prática, o orçamento deixaria de acompanhar automaticamente o aumento da arrecadação.
A assessoria do candidato diz que não se deve transformar estudos e conversas informais em posição oficial. Ainda não foram apresentados textos, cálculos detalhados nem garantias de proteção aos beneficiários de menor renda.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


