O acordo energético negociado pelo governo de Donald Trump com a Rússia encontrou resistência dentro do próprio Partido Republicano. Parlamentares questionam os efeitos da operação envolvendo diesel russo e afirmam que a medida pode aliviar a pressão econômica sobre o Kremlin durante a guerra contra a Ucrânia.
A reação revela uma divisão importante na base governista. Enquanto Trump defende negociações diretas com Moscou como instrumento para reorganizar o mercado de energia e avançar em um acordo de paz, republicanos ligados à área de segurança nacional sustentam que Vladimir Putin não ofereceu garantias suficientes.
O principal temor é que novas receitas obtidas com combustíveis sejam utilizadas para financiar a ofensiva militar. Desde o início da invasão, sanções e limites comerciais procuram reduzir a entrada de dinheiro na economia russa, especialmente nos setores de petróleo e derivados.
Parlamentares também cobram explicações sobre o impacto do acordo para aliados europeus. Muitos países reduziram a dependência de energia russa e pagaram custos elevados para diversificar fornecedores. Uma mudança americana sem coordenação pode enfraquecer essa estratégia coletiva.
A contestação interna ocorre em um momento de crescente desgaste entre a Casa Branca e o governo de Volodymyr Zelensky. Trump ampliou as críticas ao presidente ucraniano e passou a pressionar Kiev por concessões, enquanto evita impor condições equivalentes a Moscou.
O debate no Congresso pode criar obstáculos para medidas futuras e aumentar a fiscalização sobre qualquer flexibilização de sanções. Mesmo entre aliados de Trump, existe o receio de que uma aproximação rápida com Putin seja interpretada como abandono da Ucrânia e enfraquecimento da política externa dos Estados Unidos.


