O Brasil chegou a 409 pontos em ciências no Pisa de 2025 e ocupou a 67ª posição entre os participantes. Embora o desempenho tenha melhorado em relação a duas décadas atrás, o avanço foi pequeno e o país continua distante da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
A média da OCDE ficou em 482 pontos. O Chile, referência regional, alcançou 442. A diferença indica que grande parte dos estudantes brasileiros de 15 anos ainda enfrenta dificuldades para interpretar evidências, compreender fenômenos e aplicar conceitos científicos a situações do cotidiano.
O Pisa não mede apenas memorização. As questões avaliam a capacidade de usar conhecimentos para analisar problemas, formular explicações e tomar decisões fundamentadas. Desempenho baixo revela limitações acumuladas desde os primeiros anos da escolarização.
Falta de laboratórios, formação insuficiente de professores, desigualdade entre redes e perda de aprendizagem durante a pandemia ajudam a explicar o resultado. Escolas localizadas em áreas vulneráveis enfrentam obstáculos maiores para oferecer experiências práticas e acesso regular a materiais científicos.
Melhorar o indicador exige investimento contínuo na educação básica, valorização docente e currículo que aproxime ciência da vida real. Sem uma base sólida, o país compromete tanto a formação de pesquisadores quanto a capacidade da população de compreender temas como saúde, clima e tecnologia.


