A campanha de Flávio Bolsonaro avalia substituir o fim da escala 6×1 por um modelo de pagamento por hora. A informação foi apresentada pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante, ao defender uma alternativa baseada na PEC 12/2026.
A proposta acende um alerta porque a remuneração proporcional às horas efetivamente trabalhadas pode reduzir a previsibilidade de renda e enfraquecer direitos ligados ao descanso semanal. Na prática, trabalhadores poderiam receber menos em semanas com menor demanda.
Flávio havia chamado o fim da escala 6×1 de medida “eleitoreira” e chegou a prever desemprego em massa. Agora, diante da popularidade da pauta, tenta apresentar uma solução própria sem assumir integralmente a redução da jornada com salário preservado.
Especialistas lembram que qualquer mudança precisa garantir piso salarial, férias, 13º, descanso remunerado e proteção previdenciária. Sem essas salvaguardas, o pagamento por hora pode transferir ao empregado parte do risco do negócio.


