Representantes empresariais, entre eles integrantes do setor da construção, voltaram a manifestar preocupação com os efeitos da mudança na jornada de trabalho aprovada pelo Senado. O principal argumento é que empresas com operação contínua poderão precisar reorganizar equipes ou contratar mais pessoal para cobrir os dias de descanso.
A proposta aprovada em dois turnos prevê o fim da escala de seis dias de trabalho para um de folga, sem redução salarial, e uma transição na carga horária semanal. As estimativas de aumento de custos e preços apresentadas por entidades patronais são projeções, não efeitos já observados.
Para trabalhadores, a mudança ampliaria o descanso semanal. Para empregadores, a adaptação dependerá do setor, do tamanho da equipe e do calendário de implementação. O impacto efetivo só poderá ser medido depois da entrada em vigor das novas regras.
O Senado aprovou a PEC em 14 de outubro e divulgou os detalhes da tramitação e da transição.


