Flávio Bolsonaro (PL) não explicou por que apoiou uma proposta para retirar a exigência de marcação de munições utilizadas por forças de segurança. Questionado mais de uma vez por Renata Lo Prete durante a sabatina da TV Globo, na sexta-feira (16), o candidato mudou o foco para suas promessas gerais de combate às facções e chamou a questão da identificação de um “detalhezinho”.
A marcação é um mecanismo de controle que pode ajudar investigações a identificar a origem de munições e apurar desvios. Por isso, a pergunta da jornalista era diretamente ligada ao discurso de Flávio de endurecer o enfrentamento ao crime organizado: qual seria o benefício de dispensar essa identificação? O candidato não apresentou uma justificativa específica na entrevista.
Depois de ouvir propostas amplas sobre tecnologia e segurança, Lo Prete observou que continuava sem resposta sobre a retirada da marcação. Flávio insistiu que o assunto seria menor diante dos problemas do país. A troca expôs uma diferença entre prometer rastrear criminosos e defender uma medida que reduziria um instrumento de rastreabilidade das munições oficiais.
O debate é sobre a marcação de munições prevista na proposta mencionada na sabatina. Não há, nesse episódio, notícia de que armas tenham sido fisicamente raspadas. O trecho integra a entrevista completa.


