Lideranças ligadas a duas das maiores convenções das Assembleias de Deus passaram a manifestar apoio público a Flávio Bolsonaro no segundo turno. O movimento busca mobilizar parte do eleitorado evangélico, mas não significa unanimidade entre fiéis ou pastores.
O pastor José Wellington Bezerra da Costa, da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, apareceu em manifestações favoráveis ao candidato. Também houve posicionamento de integrantes da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil. As igrejas e suas lideranças têm trajetórias distintas, e o voto de seus membros não pode ser tratado como bloco único.
A Igreja Universal do Reino de Deus, por sua vez, mantém posição de neutralidade institucional nesta eleição. A diferença mostra que o apoio religioso a candidatos depende de decisões próprias de cada grupo e não de uma orientação uniforme do segmento evangélico.
A participação de líderes religiosos no debate eleitoral é legítima, assim como o direito dos fiéis de discordar deles. Para o eleitor, o importante é distinguir a declaração de um pastor, a posição formal de uma instituição e a escolha individual de quem frequenta a igreja.


