A campanha de Lula levou à Justiça um pedido para tornar públicos os sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente e de familiares referentes aos últimos oito anos — desde que Flávio Bolsonaro e sua família façam o mesmo. O desafio, lançado no debate da Band, ganhou um passo concreto nesta terça-feira (20).
Os cinco filhos de Lula entregaram procurações que autorizam seus advogados a representá-los no processo. Com os documentos, eles formalizam sua participação no pedido de abertura dos dados. A autorização para atuar no processo, porém, ainda não significa que os sigilos tenham sido divulgados.
A iniciativa coloca pressão política sobre Flávio, que acusou o adversário de corrupção durante o debate, mas ainda não anunciou uma autorização equivalente. A campanha de Lula quer que os dados dos dois lados sejam disponibilizados ao público antes da votação.
Por enquanto, porém, ninguém teve os sigilos divulgados por causa desse pedido. Protocolar a solicitação e entregar procurações não equivale à publicação de extratos, declarações fiscais ou registros telefônicos. A eventual recusa de Flávio seria uma resposta política ao desafio, não prova de crime.


