A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (21) que não se opõe às condições apresentadas por Flávio Bolsonaro para a abertura dos sigilos dos dois candidatos. A resposta mantém de pé o desafio lançado por Lula no debate da Band e amplia a disputa sobre quais informações deverão ser tornadas públicas.
Lula já havia apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral uma autorização condicionada à abertura recíproca de dados bancários, fiscais e telefônicos. Flávio respondeu com exigências adicionais, incluindo um período maior de análise e informações sobre familiares, empresas e pessoas ligadas ao presidente. Segundo a campanha petista, uma resposta às condições será protocolada no TSE.
A concordância anunciada não significa que os sigilos tenham sido quebrados ou que os dados estejam disponíveis ao público. A divulgação depende da análise da Justiça Eleitoral. Informações de familiares e terceiros também não podem ser abertas automaticamente pela autorização de um candidato.
A questão agora é se as campanhas conseguirão transformar o compromisso de transparência em um procedimento efetivo, com critérios equivalentes para ambos, antes do segundo turno. Até lá, nem a aceitação das condições por Lula nem a manifestação condicional de Flávio devem ser confundidas com a divulgação dos documentos.


