Projeto É Nóis na Fita exibe oito curtas produzidos por jovens da periferia no CineSesc

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Oito curtas-metragens de ficção produzidos por alunos de baixa renda da capital paulista serão exibidos neste sábado (28), no CineSesc, durante a mostra de encerramento do projeto É Nóis na Fita.

Os filmes são resultado do projeto de formação audiovisual É Nóis na Fita, que oferece cursos gratuitos de cinema para jovens de baixa renda de São Paulo. Coordenado pela atriz, diretora e professora Eliana Fonseca, o projeto busca democratizar o acesso ao cinema, promover a inclusão cultural e ampliar o acesso a ferramentas profissionais. O curso é gratuito, com aulas ministradas aos finais de semana ao longo de três meses.

“É um projeto de democratização do ensino do cinema que tem dado muito certo”, disse Eliana Fonseca, em entrevista à Agência Brasil. “A vivência que acontece durante todo o processo é intensa. Produz não somente excelentes resultados artísticos, como também proporciona inserção no mercado do audiovisual e, talvez mais importante, encontros que seguirão por toda a vida”, destacou.

Para a coordenadora, o curso não traz apenas impactos sociais e emocionais na vida dos jovens, mas também contribui para a renovação do próprio cinema ao incorporar novas perspectivas.

“Criar um espaço em que se é ouvido e, principalmente, valorizado, mexe com a autoestima das pessoas. Elas se tornam mais confiantes e, por consequência, mais potentes e criativas. É disso que precisamos: jovens capazes de desenvolver boas ideias, cidadãos pensantes e atuantes numa sociedade que cada vez mais pasteuriza a informação e os afetos”, ressaltou.

“O cinema, por sua vez, ganha outros pontos de vista, com pessoas com propriedade para relatar suas experiências, sua forma de pensar e de ver o mundo”, completou.

Além da exibição presencial dos curtas no CineSesc, a mostra apresentará três documentários de forma online. Todos os filmes terão legenda descritiva e poderão ser acessados no site do projeto.

As produções abordam temas ligados às vivências da juventude periférica, como identidade, pertencimento, sonhos, desigualdades sociais e conflitos contemporâneos. Segundo a coordenadora, os gêneros são variados, incluindo comédia, drama e terror, e refletem medos, angústias, revoltas, desejos e expectativas em relação ao futuro.

A sessão presencial no CineSesc, localizado na Rua Augusta, começa às 11h e tem entrada gratuita. Mais informações podem ser obtidas no site do projeto.

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