A Polícia Militar do Estado de São Paulo registrou 770 detentos descumprindo medidas judiciais durante a primeira saída temporária de 2026, realizada entre os dias 17 e 23 de março. Todos os casos foram formalizados e comunicados ao Tribunal de Justiça de São Paulo, conforme determina a legislação.
Além disso, 24 beneficiados foram presos em flagrante enquanto cometiam novos crimes e acabaram reconduzidos ao sistema prisional.
As regiões com maior número de ocorrências foram Ribeirão Preto (166 casos), Santos (159) e Campinas (135). Na sequência aparecem Bauru (76), São José do Rio Preto (71), Araçatuba (68), São José dos Campos (47), Presidente Prudente (17) e Sorocaba (9). Na capital paulista, foram registradas 12 violações.
Entre as regras impostas pela Justiça para a concessão do benefício estão a proibição de frequentar bares, usar drogas, se envolver em brigas, além da obrigação de permanecer na área determinada e evitar circulação em horários noturnos. Os detentos tinham até as 18h do dia 23 para retornar às unidades prisionais — aqueles que não cumpriram o prazo passaram a ser considerados foragidos.
Os crimes cometidos pelos presos flagrados incluem homicídio, estupro, violência doméstica, tráfico de drogas, furto, roubo, agressão, falsa identidade, ameaça, direção perigosa e dano ao patrimônio.
Um dos fatores que contribuíram para a fiscalização foi a parceria entre a Secretaria da Segurança Pública, a Secretaria da Administração Penitenciária e o Judiciário paulista. A integração permite que policiais tenham acesso, em tempo real, às informações dos detentos durante abordagens, agilizando a verificação do cumprimento das regras sem a necessidade de deslocamento até delegacias.


