A seleção brasileira escreveu neste domingo um capítulo histórico no futsal mundial. Em Manila, nas Filipinas, o Brasil venceu Portugal por 3 a 0 e conquistou o título da primeira edição da Copa do Mundo Feminina de Futsal organizada pela Fifa, coroando uma campanha impecável e com 100% de aproveitamento.
Com atuação sólida do início ao fim, a equipe comandada por Wilson Sabóia soube controlar a partida mais difícil do torneio, neutralizou as principais armas portuguesas e mostrou maturidade tática para erguer o troféu inédito.
Campanha perfeita e atuação coletiva de destaque
O placar elástico poderia ter sido ainda maior, não fosse a goleira portuguesa Ana Catarina, atual melhor do mundo, que fez uma série de defesas impressionantes e impediu que o Brasil ampliasse a vantagem logo na etapa inicial.
Do lado brasileiro, a grande protagonista do Mundial recebeu o reconhecimento merecido: Emilly Marcondes, artilheira da competição com sete gols, foi eleita a melhor jogadora da Copa após a final — prêmio conquistado também pelo critério de assistências, desempate aplicado pela Fifa.
Primeiro tempo equilibrado e gol decisivo de Emilly
Portugal iniciou a final com marcação alta, pressionando a saída de bola brasileira e dificultando a troca de passes. Logo aos seis minutos, Ana Catarina apareceu duas vezes consecutivas para evitar o gol brasileiro.
A partida esquentou quando o VAR analisou um possível cartão vermelho para Natalinha, que acabou recebendo apenas o amarelo após um braço na adversária. O equilíbrio se manteve até a metade da etapa inicial.
Foi então que brilhou a dupla mais entrosada do torneio: Ana Luiza encontrou Emilly, que bateu firme e abriu o placar. Ao marcar, a brasileira assumiu provisoriamente a liderança da artilharia geral — posição que seria confirmada no fim da partida.
Segundo tempo: intensidade, pressão portuguesa e controle brasileiro
O Brasil voltou do intervalo com ritmo forte. Logo aos três minutos, Amandinha, oito vezes eleita a melhor do mundo, aproveitou rebote da goleira portuguesa e fez 2 a 0, ampliando a vantagem e inflamando o ginásio.
A partida teve momentos de tensão com duas revisões do VAR:
- primeiro, um pênalti marcado para Portugal foi anulado;
- depois, as portuguesas pediram toque de mão de Ana Luiza, também rejeitado.
O Brasil, por sua vez, também pediu revisão em lance semelhante, sem mudança na arbitragem.
Atrás no placar, Portugal colocou goleira-linha na reta final. A tentativa, porém, foi fatal: aos dois minutos do fim, Débora Vanin, que marcou em todos os jogos do Mundial, roubou a bola e finalizou no gol vazio, fechando o placar em 3 a 0 e garantindo o título.
Resultados da campanha brasileira
Primeira fase
- Brasil 4 x 1 Irã
- Brasil 6 x 1 Itália
- Panamá 0 x 9 Brasil
Quartas de final
- Brasil 6 x 1 Japão
Semifinal
- Espanha 1 x 4 Brasil
Final
- Portugal 0 x 3 Brasil
Uma campanha dominante: 32 gols marcados e apenas 4 sofridos.
Brasil faz história e projeta futuro
A conquista representa mais que um título: simboliza o reconhecimento global do futsal feminino brasileiro, historicamente forte, mas agora finalmente celebrado em um torneio oficial da Fifa. Com talentos emergentes e nomes consagrados, o Brasil inicia um novo ciclo como referência mundial da modalidade.


