Análise de sentimentos revela crise profunda de confiança. Gestão Teixeira e desempenho do elenco concentram maior insatisfação entre santistas.
A goleada sofrida em Fortaleza expôs fraturas estruturais na relação entre clube e torcedores. Análise de milhares de manifestações digitais revelou que quase dois terços expressaram insatisfação explícita, enquanto apoio incondicional representou parcela minoritária inferior a 7%. O restante dividiu-se entre neutralidade e posicionamentos ambivalentes, sinalizando erosão severa da base de sustentação tradicional.
O presidente Marcelo Teixeira emergiu como principal alvo das críticas, concentrando rejeição superior a 84% nas menções diretas. Torcedores empregaram retórica típica da crítica política brasileira, incluindo ironia, sarcasmo e ameaças de rompimento definitivo através do cancelamento de programas associativos. A linguagem utilizada personifica a crise institucional na figura presidencial, atribuindo-lhe responsabilidade sistêmica pelo declínio clubístico.
O desempenho em campo gerou reprovação ainda mais intensa, ultrapassando 87% de negatividade nas avaliações do elenco. Críticas técnicas detalhadas permearam comentários sobre todas as posições, configurando crise de confiança transversal no projeto esportivo. Menções à Sociedade Anônima do Futebol revelaram ambivalência significativa, sendo percebida mais como recurso desesperado que solução preferencial.
Intensidade emocional: manifestações carregaram forte carga afetiva, com uso frequente de recursos expressivos demonstrando impacto psicológico profundo na massa associativa.


