Funcionário ligado à Enel é preso após cobrar R$ 2,5 mil para religar energia durante apagão na Zona Sul de SP

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Um funcionário de uma empresa parceira da Enel foi preso em flagrante nesta quinta-feira (11) após ser acusado de cobrar R$ 2,5 mil para religar a energia elétrica de um imóvel na Zona Sul de São Paulo, em meio ao apagão que afeta diversos bairros da capital.

A prisão ocorreu na região da Vila Mariana, após o subprefeito do bairro, Rafael Minatogawa, abordar o trabalhador na Rua Estado de Israel, depois de receber denúncias de comerciantes sobre cobranças irregulares para restabelecimento do fornecimento de energia.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o homem foi preso em flagrante por corrupção passiva e conduzido ao 16º Distrito Policial (Vila Clementino), onde o caso foi registrado. De acordo com a SSP, o funcionário admitiu que realizou o serviço de religação mediante pagamento, fora dos procedimentos oficiais da concessionária.

A região enfrenta interrupções prolongadas no fornecimento de energia desde a quarta-feira (10), após fortes ventos derrubarem árvores e danificarem a rede elétrica. Comerciantes e moradores relatam estar há mais de 24 horas sem luz, acumulando prejuízos e dificuldades no funcionamento de serviços essenciais.

Em nota, a Enel Distribuição São Paulo informou que o trabalhador atua por meio de uma empresa terceirizada e reforçou que nenhum serviço de religação, reparo ou atendimento emergencial pode ser cobrado diretamente do consumidor. A concessionária destacou ainda que qualquer exigência de pagamento para restabelecimento de energia é considerada irregular e está fora das normas de conduta da empresa.

Casos semelhantes também foram registrados em Diadema, na Grande São Paulo, onde moradores denunciaram funcionários cobrando valores para religar a energia. A Polícia Militar foi acionada e conduziu os envolvidos à delegacia para registro da ocorrência.

Sem prazo para normalização, a Enel informou que a recuperação do sistema elétrico tem sido complexa em algumas regiões, exigindo a reconstrução de trechos da rede, substituição de postes, transformadores e cabos. Segundo a empresa, as falhas foram provocadas por rajadas de vento que chegaram a 98 km/h, associadas a um ciclone extratropical que atingiu a região metropolitana.

Na manhã desta quinta-feira, mais de 1,5 milhão de imóveis permaneciam sem energia em 24 municípios atendidos pela concessionária, afetando serviços como semáforos, abastecimento de água, comércio e mobilidade urbana.

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