Ministério de Minas e Energia desmente boatos sobre retorno da medida suspensa desde 2019. Mudança nos hábitos de consumo inviabiliza benefícios energéticos.
O Ministério de Minas e Energia esclareceu na sexta-feira a manutenção da suspensão do horário de verão brasileiro, prática adiantando relógios em uma hora descontinuada há seis anos. A manifestação oficial visa desmentir especulações circulantes sobre possível reativação da política temporal em 2025.
Originalmente implementada para reduzir consumo elétrico mediante melhor aproveitamento da luminosidade natural, a medida perdeu efetividade em 2019. Análises técnicas constataram transformação nos padrões comportamentais populacionais e aumento no uso de equipamentos refrigeradores durante períodos vespertinos. A demanda máxima energética migrou do horário noturno para aproximadamente 15h, comprometendo fundamentos operacionais da política temporal.
A mudança comportamental reflete transformações socioeconômicas brasileiras nas últimas décadas: expansão do comércio e serviços em horários estendidos, popularização de eletrodomésticos climatizadores e alterações nas rotinas laborais. Esses fatores redistribuíram curvas de consumo elétrico, tornando ineficaz o deslocamento temporal anteriormente benéfico ao sistema energético nacional.
Monitoramento contínuo: governo mantém avaliações periódicas sobre viabilidade futura da medida, condicionada a eventuais alterações significativas nos padrões de demanda elétrica que justifiquem reconsideração técnica da política suspensa.


