Museu retomou funcionamento nesta quarta com segurança reforçada. Oito peças foram roubadas domingo em crime que durou sete minutos. Quatro suspeitos foragidos.
O Museu do Louvre, um dos mais famosos e o mais visitado do mundo, reabre nesta quarta-feira três dias após oito joias serem roubadas em crime cinematográfico. Na segunda-feira, dia seguinte do roubo, local amanheceu fechado e com segurança reforçada. O museu normalmente não abre às terças tendo funcionamento retomado nesta quarta.
Seguranças armados foram vistos em frente ao museu. Na segunda-feira usaram até cães farejadores para reforçar perímetro. O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, afirmou ter mandado reforçar segurança nos arredores de museus e instituições culturais após roubo. Ladrões invadiram Louvre na manhã de domingo usando guindaste, quebraram janela da Galeria de Apolo abrigando itens que pertenceram à realeza francesa e roubaram joias da coroa com valor estimado de 88 milhões de euros (mais de R$ 550,2 milhões) em operação durando sete minutos.
Ao menos quatro suspeitos estão envolvidos no crime permanecendo à solta segundo polícia. O local foi fechado e turistas tiveram que evacuar museu. Muitos turistas amontoaram-se perto da entrada do museu na manhã de segunda porque já estavam na fila e foram avisados que visitação foi cancelada apenas uma hora após horário previsto para abertura. Muitos criticaram falta de aviso prévio.
Os ministérios da Cultura e Interior realizaram reuniões de emergência prometendo reembolsos aos visitantes que não conseguiram visitar museu. O roubo gerou indignação na França. O ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, classificou caso como deplorável afirmando que falharam e que roubo prejudica imagem do país.
A invasão ocorreu por volta de 9h30, cerca de 30 minutos após abertura do museu. Segundo autoridades francesas, ao menos quatro suspeitos participaram. Dois invadiram Louvre pela fachada voltada para Rio Sena usando guindaste acoplado a caminhão arrombando janela. Dentro da Galeria de Apolo, ladrões quebraram vitrines para pegar joias fugindo de moto com comparsas. Nove peças foram levadas mas uma já foi recuperada após ser encontrada danificada em rua próxima: coroa da imperatriz Eugênia composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.


