INSS aumentou controle em maio após queixas sobre cobranças indevidas. Valor de empréstimos caiu de R$ 8,5 bilhões para R$ 3,9 bilhões em 2025.
O valor de novos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas caiu para menos da metade após exigência de biometria para liberação desse tipo de operação. O Instituto Nacional do Seguro Social aumentou controle sobre essa modalidade de empréstimo após verificar aumento no número de casos em que aposentado não reconhece empréstimos feitos em seu nome. O empréstimo consignado é tipo de crédito em que parcelas são descontadas diretamente do salário, aposentadoria ou pensão do contratante oferecendo geralmente taxas de juros mais baixas que outras modalidades por ter pagamento garantido na fonte.
No início de 2024, auditoria da Controladoria-Geral da União já apontava falhas recomendando maior acompanhamento dessas operações diante do aumento de reclamações dos beneficiários do INSS. As mudanças só vieram em maio deste ano após operação sobre descontos indevidos de entidades e associações em benefícios da previdência. Apesar de consignado não ser foco da investigação, INSS decidiu agir para evitar fraudes e frear esses empréstimos.
A primeira medida foi bloquear contratação de novos consignados liberando empréstimo agora apenas com biometria do aposentado pelo aplicativo Meu INSS. Além disso, Previdência Social suspendeu 15 instituições financeiras não podendo mais oferecer esse tipo de empréstimo. Segundo INSS, empresas suspensas eram alvo de constantes reclamações incluindo dificuldades para cancelamento, consignados não autorizados, cobranças indevidas e insistência excessiva no contato com aposentados e pensionistas.
As mudanças fizeram valor dos novos contratos cair de forma expressiva. Em 2024, valor chegou a R$ 8,5 bilhões montante repetindo-se nos primeiros cinco meses de 2025. Mas a partir de maio deste ano contratações caíram para menos de R$ 4 bilhões. Atualmente dos 41 milhões de beneficiários, 17 milhões têm empréstimos consignados representando 41,4% do total.
Segundo presidente do órgão Gilberto Waller Júnior, próximo passo para reforçar segurança é implementar dupla verificação para solicitação do empréstimo. O consignado precisa de revisão para trazer mais segurança nesta contratação mediante ajustes na instrução normativa em sistema até mesmo possibilitando outras fontes de bloqueio além da biometria como senha gov.br nível ouro ou prata. Possibilidade em estudo é estabelecer que desconto no benefício previdenciário só será autorizado quando titular confirmar para INSS que contratou empréstimo.


