O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou planos de aplicar tarifas entre 15% e 20% aos parceiros comerciais que não chegarem a acordos comerciais com os EUA. Isso poderá resultar em tarifas mais do que dobradas para o Brasil, que atualmente enfrenta uma taxa de 50% imposta por Trump. Além disso, Trump expressou o desejo de que a China abra seus mercados aos produtos americanos.
As autoridades econômicas dos EUA e da China retomaram as negociações para resolver disputas comerciais, visando prorrogar a trégua tarifária por mais três meses. Sem um acordo, as cadeias globais de suprimentos podem enfrentar novas turbulências, com tarifas retornando a patamares elevados.
Recentemente, Trump fechou um acordo comercial com a União Europeia, estabelecendo uma tarifa de 15% sobre as exportações do bloco para os EUA, com investimentos europeus de US$ 600 bilhões nos EUA. Paralelamente, tratados foram anunciados com países como Reino Unido, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Japão, com investimentos e tarifas recíprocas.
Embora haja expectativa de uma prorrogação na trégua tarifária entre EUA e China, as negociações podem não resultar em avanços significativos. No entanto, analistas acreditam que uma extensão da trégua por mais 90 dias poderá evitar tensões adicionais e viabilizar uma possível reunião entre Trump e Xi Jinping.
Enquanto Trump se prepara para impor novas tarifas setoriais contra a China, os EUA suspenderam restrições às exportações de tecnologia para o país asiático, visando não prejudicar as negociações comerciais em andamento. No caso do Brasil, a imposição de uma tarifa de 50% a partir de agosto segue em vigor, refletindo as dificuldades nas negociações comerciais entre os dois países.


