Circula nas redes sociais a informação de que o reajuste do piso nacional dos professores faria com que a categoria passasse a pagar Imposto de Renda, reduzindo o ganho real no salário. A afirmação é falsa. O IR não incide sobre o salário bruto, mas sobre a base tributável, que é o valor após o desconto do INSS. Com o novo piso do magistério fixado em R$ 5.130,63, a base tributável permanece abaixo do limite de isenção vigente, o que mantém os professores isentos do imposto.
Na prática, o reajuste representa aumento real no salário líquido, sem qualquer “salto” de tributação. A narrativa de que o piso empurra automaticamente o professor para o pagamento de IR ignora as regras atuais e cria confusão desnecessária. Não há perda, não há pegadinha e não há imposto novo: o reajuste significa mais dinheiro no bolso e valorização da educação, como determina a legislação.



