O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (22) a favor da soltura do ex-jogador de futebol Robinho, condenado a 9 anos de prisão na Itália pelo envolvimento no estupro de uma mulher em uma boate de Milão, em 2013.
O voto foi apresentado na retomada do julgamento virtual, que analisa recurso da defesa contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em março do ano passado, o STJ homologou a sentença italiana e determinou a prisão imediata do ex-atleta.
Até o momento, os ministros Luiz Fux e Alexandre de Moraes votaram para manter a prisão de Robinho, formando um placar provisório de 2 a 1 contra a soltura. O julgamento será concluído em 29 de agosto.
Segundo Gilmar Mendes, a prisão do ex-jogador só poderia ser executada após o fim da possibilidade de recursos contra a decisão do STJ, argumentando que a jurisprudência do STF não admite prisões provisórias açodadas.
Robinho permanece atualmente detido no complexo penitenciário de Tremembé, em São Paulo, conhecido como a “penitenciária dos famosos”.


