Apesar do histórico público de traição, Zezé Di Camargo ataca filhas de Silvio Santos e chama gestão do SBT de “prostituída”

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O cantor Zezé Di Camargo protagonizou uma nova polêmica ao atacar publicamente a atual gestão do SBT e as filhas de Silvio Santos, após a emissora receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal no evento de lançamento do SBT News. Incomodado com a presença de autoridades, o sertanejo afirmou que o canal estaria se “prostituindo” e anunciou o rompimento com a emissora.

A declaração teve efeito imediato. O SBT decidiu cancelar o especial de Natal do cantor, previsto para ir ao ar nesta semana, e, segundo informações divulgadas por colunistas, avalia medidas judiciais. A condição para manter o programa seria um pedido de retratação, que não ocorreu.

O episódio chamou atenção não apenas pelo embate político, mas pelo tom moralista adotado por Zezé ao julgar a postura das filhas de Silvio Santos, acusando-as de terem se afastado dos valores do pai. A fala repercutiu negativamente nas redes sociais, especialmente por contrastar com fatos amplamente conhecidos da trajetória pessoal do próprio cantor.

Em entrevistas concedidas anos atrás, Zezé Di Camargo já reconheceu publicamente que traiu a ex-esposa, Zilu Godoi, durante o casamento. O episódio, amplamente noticiado à época, marcou o fim da relação e se tornou um dos capítulos mais conhecidos da vida pessoal do sertanejo. A lembrança desse histórico voltou à tona agora como elemento de comparação, evidenciando a contradição entre o discurso atual e atitudes do passado.

Apesar disso, o cantor passou a cobrar “postura”, “coerência” e “valores morais” da família Abravanel, utilizando termos duros para criticar decisões editoriais da emissora. Para críticos, o ataque expõe uma tentativa de transformar uma discordância política em julgamento moral, ignorando o próprio histórico público.

Em resposta, Daniela Beyruti, presidente do SBT, divulgou uma carta aberta defendendo a linha editorial da emissora, o compromisso com a imparcialidade e a pluralidade institucional do evento, que contou com representantes dos Três Poderes. Ela também reforçou que o jornalismo do canal seguirá sem alinhamento partidário e convidou o público a avaliar o projeto pelo conteúdo.

O caso evidencia como debates políticos têm sido frequentemente atravessados por discursos morais seletivos, nos quais erros pessoais são relativizados quando convém, mas usados como régua para julgar terceiros. No episódio envolvendo Zezé Di Camargo e o SBT, a reação pública mostrou que essa incoerência dificilmente passa despercebida.

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