Sidney Oliveira e cinco pessoas foram detidas na Operação Ícaro. Esquema usava auditores fiscais para fraudar ressarcimentos tributários.
A Operação Ícaro deflagrada pelo Ministério Público paulista resultou na prisão de Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e outras cinco pessoas envolvidas em um complexo esquema de corrupção que movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021.
O esquema tinha como figura central o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, que facilitava ressarcimentos irregulares de ICMS para grandes empresas varejistas. O funcionário público acelerava aprovações, evitava revisões internas e liberava valores superiores aos devidos, recebendo comissões milionárias em contrapartida.
As investigações começaram após o MP identificar evolução patrimonial suspeita da empresa Smart Tax, registrada em nome da mãe do auditor, uma professora aposentada. A companhia fantasma passou de R$ 411 mil em patrimônio declarado em 2021 para impressionantes R$ 2 bilhões em 2023.
Durante as buscas, foram apreendidos R$ 330 mil em espécie, pacotes de esmeraldas, joias e uma máquina de contar dinheiro. Os envolvidos podem responder por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.


