Dakila rebate reportagem e afirma que Setur procurou instituto para projeto sobre Peabiru. Governo cancelou protocolo em dezembro por falta de resultados.
O Instituto Dakila, vinculado ao fundador Urandir Fernandes de Oliveira conhecido pela teoria do ET Bilu, contestou reportagem afirmando que a Secretaria de Turismo paulista iniciou aproximação para parceria sobre o Caminho de Peabiru. Em nota, a entidade acusou a gestão Tarcísio de Freitas de recuar “ao primeiro sinal de pressão midiática” após formalização em junho de 2024.
O protocolo de intenções objetivava explorar turisticamente a rede de trilhas indígenas pré-colombianas atravessando a América do Sul desde São Vicente até os Andes peruanos. A parceria foi cancelada em dezembro por ausência de resultados tangíveis. Dakila criticou o jornal classificando-o como “porta-voz do descrédito e da desinformação”, contrastando com histórico institucional de defesa democrática.
O secretário Roberto Lucena elogiou Urandir durante assinatura chamando-o de “irmão” e “amigo”, registro divulgado nas redes sociais da entidade. Embora material oficial não cite Ratanabá, suposta cidade extraterrestre não reconhecida pela arqueologia acadêmica, o instituto relacionou projeto à teoria no site institucional. A Setur planeja evento em novembro reunindo pesquisadores, gestores e comunidades indígenas para elaborar agenda comum sobre Peabiru.
Controvérsia persistente: Lucena já esteve presente em reunião de 2020 com Urandir e Mario Frias onde teorias conspiratórias foram posteriormente publicadas.


