Autoridades realizaram 16 buscas após divulgação de áudios sobre corrupção na agência de deficiência. Karina Milei é mencionada
A Justiça argentina realizou 16 operações de busca e apreensão na sexta-feira como parte de investigação sobre suposto esquema de propina que pode envolver funcionários do alto escalão do governo Javier Milei, incluindo sua irmã Karina Milei, secretária da Presidência.
A investigação começou após divulgação de áudios atribuídos ao ex-dirigente da Agência Nacional da Pessoa com Deficiência (ANDIS), Diego Spagnuolo, que fazem menções a subornos relacionados à compra de medicamentos estatais. Nos supostos áudios, ele cita Karina Milei e Eduardo “Lule” Menem como beneficiários das propinas.
“Estão roubando, você pode fingir que não sabe, mas não joguem esse problema para mim, tenho todos os WhatsApps de Karina”, diz um dos áudios divulgados pela mídia local. A veracidade das gravações ainda não foi comprovada pela Justiça.
Durante as buscas, autoridades apreenderam carros, celulares e uma máquina de contagem de dinheiro na casa de Spagnuolo, que foi proibido de deixar o país. A operação também incluiu a farmácia Suizo Argentina, supostamente uma das principais fornecedoras à ANDIS. O escândalo acontece em momento delicado para Milei, que enfrenta reveses legislativos antes das eleições de meio de mandato.


