Ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva começaram a deixar seus cargos para disputar as eleições de outubro, em cumprimento ao prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. A regra determina que ocupantes de cargos no Executivo se afastem até seis meses antes do pleito, prazo que se encerra em 4 de abril. O primeiro turno está marcado para a mesma data, em outubro.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, a medida busca evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas, garantindo igualdade de condições entre os concorrentes. Caso o afastamento não seja respeitado, o pré-candidato pode se tornar inelegível.
A exigência vale para ministros, governadores, prefeitos, magistrados, membros de tribunais de contas e dirigentes de órgãos públicos. Parlamentares, por outro lado, não precisam deixar seus mandatos para concorrer à reeleição ou a outros cargos.
As mudanças no primeiro escalão foram oficializadas em edição extra do Diário Oficial da União, publicada após reunião ministerial. Segundo o presidente, ao menos 18 dos 37 ministros devem deixar os cargos para disputar as eleições.
Entre os principais nomes que já se afastaram estão Fernando Haddad, que deixou o Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo, sendo substituído por Dario Durigan; e Simone Tebet, que saiu do Planejamento para disputar o Senado.
Outras trocas incluem Carlos Fávaro no Ministério da Agricultura, Sônia Guajajara nos Povos Indígenas e Sílvio Costa Filho em Portos e Aeroportos, todos deixando os cargos para participar do processo eleitoral.
Também estão previstas saídas ainda não oficializadas, como as de Marina Silva, Rui Costa e Geraldo Alckmin, este último confirmado como candidato à reeleição como vice-presidente.
Na maioria dos casos, os substitutos são os secretários-executivos das pastas, garantindo continuidade administrativa. No entanto, algumas nomeações ainda não foram definidas oficialmente.


